Mercado interno retrai e produção de ferro-gusa deve cair em Minas Gerais
- gdock
- 1 de jan. de 2024
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Estimativa do Sindifer-MG é de uma redução de até 7% neste ano em função da queda na demanda interna

Se as perspectivas do Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer-MG) se confirmarem, a produção de ferro-gusa pelas usinas independentes mineiras será de 3,8 milhões ou 3,9 milhões de toneladas em 2023. Esse volume representará uma baixa de 5% a 7% em comparação ao que foi produzido no ano passado, cerca de 4,1 milhões de toneladas.
O presidente da entidade, Fausto Varela Cançado, explica que essa provável queda tem ligação com uma forte retração no mercado doméstico de 28% entre janeiro e novembro deste ano, ante igual período anterior. Nesse mesmo intervalo, as exportações, segundo ele, subiram 2,6%, revertendo o quadro visto no primeiro semestre, quando os embarques recuaram e foram responsáveis, junto com os custos elevados frente aos preços praticados, pelo recuo produtivo.
Conforme o executivo, o cenário atual das aciarias e das fundições brasileiras, principais consumidoras do ferro-gusa, impactaram o resultado. Ele enfatiza que a Associação Brasileira de Fundição (Abifa) registrou, até outubro, uma queda de 10,7% na produção de ferro fundido, enquanto o Instituto Aço Brasil, observou uma redução na fabricação de aço bruto de 8,1%, afetada, sobretudo, por uma robusta alta nas importações, que vem gerando problemas no País.
A crítica situação dos setores, que reflete na produção de ferro-gusa, também é vista em Minas Gerais. A indústria de fundição do Estado, que antes previa uma alta de 10% em 2023 frente a 2022, agora prevê uma alta menor, em torno de 6,4%. Já as siderúrgicas mineiras produziram menos até novembro e estão tomando fortes medidas em razão do aumento dos importados, como a Usiminas em Ipatinga, a Aperam South América em Timóteo e a ArcelorMittal em Juiz de Fora.










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