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"ROBOT PICKING"​ - Automatizando as Operações Logísticas


Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay



Pense em bem mais de 1000 diferentes soluções aplicadas aos robôs e que permitem que eles avancem cada vez mais nas operações logísticas, viabilizando assim novas estratégias para a Supply Chain.

A aceleração do comércio eletrônico e as estratégias para atender o consumidor de forma cada vez mais customizada estão provocando uma mudança no comportamento das operações logísticas em fábricas, centros de distribuição, lojas e em vários outros canais das cadeias de suprimentos.

Lembram-se dos tradicionais robôs que necessitavam ficar “engaiolados” por questões de segurança? Pois é, apesar da lenta atualização de normas aqui no Brasil, os robôs avançam e muitas empresas já estão implementando, em suas operações, sistemas autônomos baseados por exemplo em robôs colaborativos, que possibilitam uma operação simples e segura, mesmo durante a interação entre robôs e pessoas.

Operações Logísticas em Transformação

Muitas mudanças têm ditado o ritmo das transformações nas operações logísticas, entre as quais: - pedidos unitários; - aumento do fracionamento; - aumento dos custos totais de mão de obra; - busca pelo "pedido perfeito" (livre de erros); - evolução das capacidades dos robôs; - programações mais inteligentes e complexas; - tecnologia mais acessível. Estes e outros fatores fazem com que os sistemas autônomos e, em especial a robótica colaborativa, que já era, há anos, uma realidade nas operações fabris, entre definitivamente no universo da intralogística (movimentação e armazenagem) com os robôs colaborativos móveis.

A partir do momento que os robôs desenvolveram maior capacidade visual, poder para avaliar e decidir a partir de inteligência artificial, maior sensibilidade e milhares de dispositivos de pega, naturalmente começaram a ganhar mais protagonismo em operações logísticas e ser destaque nas mais diversas exposições de intralogística e empresas ao redor de todo o mundo. No último dia 15 de março, pouco antes do inicio da quarentena aqui no Brasil, avaliamos mais de 100 empresas de robótica na Modex (Atlanta - EUA) e percebemos a força deste mercado que certamente estará presente nas operações logísticas no Brasil pois já estão presentes em nossos projetos de análise de viabilidade.

Separação por robôs

Estamos apenas no início da aplicação dos robôs na separação unitária de peças, pequenos volumes etc. A partir do momento que um robô começa a se aproximar muito das capacidades sensoriais de uma pessoa (visão, tato, audição etc.) as restrições do passado que faziam com que se dedicassem mais à paletização, com baixas quantidades de SKU, baixos volumes e sem muita variação, começam a desaparecer.

Observem que robôs podem atualmente ser integrados a todos os sistemas baseados no método “Goods-to-Person”, onde o produto vem até a pessoa e com isso aumenta-se ainda mais a eficiência desses sistemas automatizados.

Os que mais chamam a atenção atualmente por conta da flexibilidade operacional são os robôs colaborativos integrados com veículos automaticamente guiados, que mostram que os profissionais que se dedicam apenas ao trabalho de separação de produtos podem estar com os dias contados. Mas, como acontece geralmente com empresas que automatizam de forma inteligente, o ganho de produtividade que elas obtêm a partir de soluções mais automatizadas não promove o desemprego, mas sim o crescimento do negócio por conta do ganho de eficiência operacional e o reaproveitamento dos bons profissionais em atividades de maior valor agregado.

A capacidade destes robôs em lidar com uma variedade de itens, capacidade para separar/pegar diferentes tipos de produtos e confiabilidade da separação devem, cada vez mais, se traduzir em maior qualidade e produtividade operacional, viabilizando assim a maior competitividade para o negócio.

Robôs com Inteligência Artificial

Com os contratos “Robot as a Service” (RAAS) – outra tendência onde o custo do robô é transformado em despesas operacionais e não em investimento – as empresas poderão testar o potencial de robôs e verificar a sua capacidade de aprender e desempenhar um melhor papel com o passar do tempo.

Imagine um robô que começa a separar e classificar lotes em pedidos individuais e, com o passar do tempo, atinge velocidades que são mais rápidas do que as de operadores humanos, pois possuem a capacidade de aprender com a experiência.

A vantagem é que a empresa pode utilizar um robô como esse e avaliar melhor se a solução é técnica e economicamente viável, calculando o seu retorno sobre o investimento.

A inteligência artificial ajuda o robô a distinguir entre produtos que podem parecer semelhantes mas que precisam ser manuseados de maneira diferente (exemplo: copo de plástico ou vidro).

Trabalhando ao lado de pessoas, a qualquer momento elas podem assumir o controle do robô para operar determinados itens e assim, com a IA – Inteligência Artificial, o robô aprende como lidar na próxima vez que for operar com o mesmo item.

Projetos de Automação no Brasil

O “drive” para aprovação de robôs e/ou veículos totalmente autônomos em operações logísticas no Brasil ainda não é o retorno sobre o investimento, pois, diferentemente de países mais desenvolvidos, o ROI dependerá ainda de outros fatores que não apenas os econômicos. Obviamente, algumas aplicações já mostram retornos sobre os investimentos significativos e isso certamente irá contribuir para aumentar a escala de utilização de robôs no País e, consequentemente, viabilizá-los mais facilmente.

Nossa equipe de projetos tem sugerido que a aplicação dessas tecnologias possam ser feitas de forma gradativa, visualizando tendências que são apresentadas a partir de Planos Diretores.

Os nichos de excelência, localizados em empresas nacionais ou multinacionais sediadas no Brasil, têm adotado diferentes estratégias para viabilizar o uso de robôs (alguns até desenvolvendo soluções internas), mas o fato é que na medida que esses projetos se viabilizam, mais fácil será a viabilidade técnica e econômica destas tecnologias nas operações logísticas.

Vamos em frente!

Eduardo Banzato - Diretor do IMAM

fonte: https://www.linkedin.com/pulse/robot-picking-automatizando-opera%C3%A7%C3%B5es-log%C3%ADsticas-eduardo-banzato?trk=read_related_article-card_title

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