7k4t: Sete Chaves para Gestão do Transporte


Introdução

Bill Gates se propôs trabalhar para que cada mesa em qualquer escritório dispusesse de um computador, distanciando-se da dependência dos mainframes. Steve Jobs aumentou “a aposta” propondo-se a trabalhar para que cada indivíduo tivesse um computador em seu bolso ou bolsa. Hoje, com a Transformação Digital estamos tratando da convergência, situação e conceito pelo qual toda informação ou recurso de negócio que você precisa ou deseja deve estar em seu smartphone, pad ou equivalente. Ótimo, porém, muitos assuntos, conceitos e situações ainda não são bem conhecidos nem dominados e queremos dispor de ferramentas update para os utilizar. Isto também é bom, mas muitas vezes não discernimos entre o desejável e o necessário nesta época de Logística 4.0.

Convivendo com colaboradores de todos os níveis em grandes e importantes empresas durante o desenvolvimento de visitas técnicas e projetos da Logística tem sido comum deparar com situações em que a leitura de um simples indicador, especialmente de Custo de Frete, é insuficiente para compreensão da situação. O que estamos apresentando é a associação de um conceito ou conhecimento, oportunamente sendo transformado em ferramenta, o qual proporciona não apenas uma visão rápida e clara sobre estes números, mas também o entendimento e um caminho para a prática de benchmarking neste setor.

Considerando a interdependência entre o produto transportado, sua origem, destino, valor e características físicas da carga, além do veículo utilizado e sua ocupação, observamos que integrando a visão do custo de frete com os fatores citados a compreensão passa a ser, imediata, como pretendemos demonstrar.

1. Premissas

Considerando as condições básicas para gerenciamento (planejamento, operação e controle) de uma área de Expedição e/ou Transporte dependendo da nomenclatura adotada pela empresa, temos:

1.1 Cadastro de Produtos

Toda operação logística ocorre a partir de um produto, de um cliente e de um serviço, caracterizados no pedido. Enfatizamos que o cadastro do produto tem que ser adequado para sua identificação desde seu desenvolvimento e lançamento. O ponto fundamental é o código ou referência do produto, que deve ser estruturado proporcionando uma utilização sob conceitos universais. Quando necessário este código deve compor a SKU Stock Keep Unit que é a identificação da menor unidade do produto a ser movimentada ou comercializada. No Cadastro de Produtos também é necessário que constem as características físicas de cada SKU como quantidade por embalagem, dimensões geométricas e peso bruto. São elementos fundamentais para a formação de uma carga com roteirização, especialmente se for utilizado software de roteirização.

1.2 Cadastro de Clientes

A correta e completa identificação do cliente elimina erros no processamento do atendimento do pedido desde sua preparação. Clientes com diversos endereços, como redes de lojas apresentam risco de erros, mesmo considerando o CNPJ das filiais e/ou centros de distribuição e almoxarifados. Devem ser inseridos no mesmo cadastro as pessoas credenciadas para atendimento e recebimento de cargas, assim como as janelas de entrega (Time Windows) além de detalhes de identificação requeridos pelo e, do entregador.

1.3 Cadastro de Veículos Disponíveis

Independente da propriedade da frota a ser utilizada no dia em programação o cadastro de veículos deve gerar ou disponibilizar tabelas atualizadas de veículos disponíveis. O cadastro deve dispor de todas as características dos veículos que permitam identificação para seleção no processo de roteirização.

1.4 Roteirização de Cargas

A roteirização manual requer mão de obra especializada, é morosa e sujeita a muitos erros, além do resultado ser questionável por depender intensamente do raciocínio humano. Mesmo em operações mais simples, nada mais adequado e atual a utilização de um sistema de roteirização, para assegurar a uniformidade do processo, a manutenção de critérios e a flexibilidade para se “montar” qualquer tipo de carga. Embora um sistema de roteirização não esteja obrigatoriamente conectado e dependente de uma ferramenta de Estufagem, usando um termo da Logística Internacional, este sistema contribui, pela sua natureza e conceito para se obter

o melhor índice de ocupação do veículo, pois uma de suas funções básicas e avaliar quais os veículos adequados para atender o volume de cargas a serem distribuídas em um determinado período de tempo e área geográfica.

1.5 Tabela de Fretes

A NTC&Logística tem trabalhado sistematicamente neste tema para valorizar o transporte de carga (TRC) a partir do custo do transporte. Atualmente o TruckPad, software premiado internacionalmente, pioneiro na disponibilidade de carga para TAC Transportador Autônomo de Carga, ou simplesmente o caminhoneiro, resulta também em valorização princípio similar ao da “uberização” da carga. Muitos contratantes de transporte, podem ser mais compreendidos como contratadores de frete, pois geralmente usam o mínimo custo de frete para decidir uma contratação, quer seja de umas poucas cargas ou de um serviço por diversos anos. Nesta defesa consolidamos, de forma simples e elementar que o valor do frete não pode ser comprimido indefinidamente sem comprometer o transportador autônomo e a existência de transportadoras que aceitam contratos de qualquer valor para fazer caixa ou por conhecerem seu custo.

De qualquer forma o melhor frete é aquele, pelo qual você está cooperando com a existência e atuação de um parceiro, não com a sobrevivência ou falência de um menos favorecido economicamente, no caso sem apelo social, mas uma postura interativa e responsável entre tomador e prestador de serviço.

A tabela de frete sempre considera variações de preço diretamente relacionadas com a distância O/D (Origem e Destino), tipo da carga, tipo do veículo utilizado, além de indicar adicionais decorrentes de seguro, GRIS Gerenciamento de Risco e estadias adicionais incluindo fila de espera para descarregamento.

Considerando a negociação predefinida do serviço e respectivo preço, a despesa de frete é consequência direta da aplicação desta tabela e, de forma indireta, influenciada pela utilização do veículo adequado e ocupação máxima, tanto em peso quanto em volume. Observamos que mesmo que a operação seja de Frota Própria, a composição de uma tabela de fretes para uso interno, auxilia na compreensão e gestão de áreas e operações distintas em tomada de decisões.

Abaixo, você confere todos os tópicos contidos neste documento.
  • Características da Frota Disponível

  • Características Físicas do Produto

  • Ocupação dos veículos

  • Valor Cubado da carga

  • Instensidade de tráfego

  • Gestão do Frete

  • As Sete Chaves

  • Considerações Finais

Sobre o Autor

Claudirceu Batista Marra (Marra, Claudirceu – Linkedin): é formado em Administração de Empresas pela FMU com diversos cursos específicos e experiência em Instalações, Processos e Gestão Logística como executivo do varejo e Consultor de Logística no desenvolvimento e direção de projetos no Brasil e em outros países, além de diversas palestras sobre o tema. Sua carreira ocupou espaço em empresas como GPA, AGColumbia, Vantine Consulting e Prosperity, além de trabalhos autônomos.


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