Internet: será que estamos mesmo seguros?


Uma situação corriqueira nos dias atuais pode, em breve, contar com uma punição severa: um projeto de lei, em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), prevê que aquele que assumir ou criar identidade ou perfil falso em redes sociais ou sites, para obter vantagem indevida, em proveito próprio ou alheio ou, ainda, causar dano a outra pessoa, poderá ser condenado de um a três anos de reclusão. O projeto altera o Código Penal e estabelece, também, prisão de até quatro anos ao agente que assumir/criar identidade ou perfil que diz respeito à outra pessoa, física ou jurídica, sem a sua autorização. Este projeto é apenas um, entre tantos outros, que visam proteger, de alguma forma, as ações que surgem diariamente na internet e que trazem prejuízos (financeiros ou não) para toda a sociedade.

São inúmeros os crimes cometidos no ciberespaço: as ações vão desde roubos de perfis e divulgação de notícias falsas, até acesso a contas bancárias, transferências ilegais de dinheiro de cidadãos e empresas, além do vazamento de dados sigilosos de governos de todo o mundo.

Apesar do desenvolvimento de sistemas e conexões mais seguras, sempre há uma pergunta que paira quando navegamos ou efetuamos transações pela internet: será que isto é mesmo seguro e confiável?

A celebração, no último dia 07 de fevereiro, do Dia Internacional da Internet Segura contou com inúmeras reportagens que traziam, justamente, um paradoxo entre a comemoração da data e a realidade. Porém, mais do que combater aqueles que estão mal intencionados, mostra-se necessário educar a população a manter comportamentos adequados e conscientes quanto as suas ações. Muitas vezes, a isca pode ser algo inofensivo. “Notícias com imagens polêmicas, especialmente em redes sociais, são frequentemente utilizadas por cibercriminosos como isca que levam a sites falsos, como também para espalhar malware ou software indesejado", alerta Thiago Marques, analista de segurança da Kaspersky Lab, empresa global de segurança cibernética.

Proporções

Alinhados com a preocupação de não disseminar boatos e informações erradas que possam influenciar um grande número de pessoas, Google e Facebook, além de outras empresas de mídia, anunciaram no Dia Internacional na Internet Segura que criarão iniciativas para combater notícias falsas na França, devido à aproximação das eleições presidenciais no país. No pleito norte americano, o Facebook recebeu duras críticas por não fazer o suficiente para impedir a republicação de informações falsas em sua plataforma.

De boatos a crimes efetivos, a internet é palco de uma guerra cibernética, de acordo com Wander Menezes, líder técnico da equipe de inteligência que analisa tendências de ameaças na Arcon, empresa especializada em cibersegurança. “Imagine quando tivermos um malware que controla uma aeronave, um sistema elétrico de uma cidade ou um sistema bancário. Daqui a dez anos, por exemplo, teremos computadores que tomarão decisões pelo usuário; máquinas vão conversar com outras máquinas. É alarmante o que poderá vir por aí se as pessoas, empresas e governos não se conscientizarem”. A Arcon editou uma cartilha que lista as etapas de um ataque hacker, visando a conscientização de empresas e profissionais. De acordo com o material, o crime envolve: o reconhecimento, quando o criminoso estuda o alvo, descobre os pontos mais fracos e define o tipo de ataque; a entrega, como nos casos de e-mails enviados com links ou anexos mal intencionados; a exploração, quando o software malicioso passa a residir no sistema; o comando e controle, momento em que a máquina vira um zumbi e o hacker passa a ter controle sobre ela, executando ações que precisa, como infectar outras máquinas da rede, por exemplo; e a conquista, etapa de finalização do plano, que muitas vezes acontece sem que a vítima tenha se dado conta. Por isso, desconfiar sempre e pesquisar em caso de dúvida ainda é a dica número um para acessos mais seguros.

por Katia Carmo


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