Tenho Internet das Coisas, e agora?


O conceito de IoT se torna mais presente nas empresas, oferecendo um olhar mais apurado em como analisar o negócio.

A expressão “Internet das Coisas” ganhou força nos últimos anos, o que não significa que as empresas sabem exatamente o que significa. IoT não é uma solução que se “instala” na empresa, mas sim um conceito sobre como aplicar inteligência nos milhares de dados que geramos por meio de tecnologia diariamente.

É mais fácil perceber esse conceito no nosso dia a dia. Quando fazemos uma busca para comprar algo pela internet, logo diversos produtos similares surgem como propaganda em todos os sites que visitamos. De uma forma mais simples, isso mostra o conceito de IoT, onde suas preferências são armazenadas e colocadas a nossa disposição.

Mas esse exemplo demonstra um uso razoavelmente básico desse conceito. Em maior escala, no contexto empresarial, a IoT pode causar impactos ainda maiores. Um estudo apresentado pela DHL indica que ao longo da próxima década, o setor de logística pode alcançar níveis mais elevados de eficiência operacional na medida em que a IoT conecta, em tempo real, milhões de embarques, impulsionando o setor de logística em US$ 1,9 trilhão.

Imagine o seguinte cenário: uma mineradora está com a operação funcionando normalmente e de repente um equipamento quebra. Se o supervisor do turno não puder fazer algo a respeito imediatamente, o equipamento fica parado por horas ou até dias, até que a informação chegue no responsável. Se a empresa tem uma operação conectada, é possível tomar uma decisão mais rapidamente ou tomar medidas preventivas.

Analytics

Mirella Vieira, responsável por projetos IoT da 2S, empresa que fornece soluções de IoT, explica que a Internet das Coisas é formada por quatro camadas. A primeira é a infraestrutura. Tratam-se dos equipamentos e soluções físicas que serão instaladas. No caso da 2S, eles contam com equipamentos da Cisco para fornecer essa infraestrutura.

A segunda é formada por sensores. Eles serão os responsáveis por alimentar essas informações em tempo real. Somente então vem a terceira camada, que consiste em uma plataforma que irá gerenciar os dispositivos, juntando todas as informações em uma só linguagem. Assim, é possível reunir todas as soluções (sistemas de rastreamento, informações dos sensores, softwares, etc.) em um só plano, tornando possível a quarta camada, que trata da análise dessas informações.

“A plataforma de gerenciamento não fornece sozinha toda a inteligência em dados que a empresa precisa. É aí que entre o analytics, que pega essas informações e, de acordo com o que a empresa necessita, transforma em relatórios”, explica Mirella.

Com essa análise, as possibilidades para as empresas são infinitas. Em um CD, por exemplo, eles podem conectar desde o recebimento até a entrega no cliente final, controlar e gerenciar o uso de empilhadeiras e outros equipamentos, ler RFID e monitorar a carga. Sem contar com os benefícios para toda a cadeia de suprimentos. Empresas conectadas têm melhores chances de alinhar as operações e garantir melhor produtividade, menores prazos de entregas, etc. O conceito de Internet das Coisas vai continuar crescendo e oferecendo as empresas novos meios de ver e gerenciar seu negócio.


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