Tudo o que você precisa saber sobre a Computação em Nuvem


Em 2016, o Cloud Computing (computação em nuvem) deve ampliar ainda mais a sua presença no Brasil. O sistema, que permite acesso remoto a programas (softwares), arquivos (documentos, músicas, jogos, fotos, vídeos) e serviços por e-mail, já vem sendo adotado no país, embora ainda haja muito espaço para crescer. Estudo recente realizado pela KPMG Internacional, que inclui o Brasil, revelou que quase 50% do empresariado opta pela adesão à nuvem principalmente pela diminuição de custos que a plataforma pode oferecer, isto porque a maioria acredita que essa ferramenta gera dinamismo entre as relações das diversas interfaces que envolvem o cenário dos negócios.

Para esclarecer importantes questões sobre o uso da tecnologia, a Revista do Administrador Profissional entrevistou os maiores players globais do setor, que responderam as principais dúvidas sobre o assunto. Confiram!

A primeira pergunta que fizemos à Microsoft, IBM, Oracle e Stefanini foi sobre como o gestor pode aplicar a Cloud Computing em seu negócio. Para a IBM, um dos grandes objetivos do modelo de Cloud Computing é justamente alinhar as necessidades de TI com o negócio e assim fazer a empresa progredir. A aplicação de Cloud poderá vir por meio de três modelos de uso como Cloud Pú- blica, Privada ou Híbrida, e também por meio de modelos de consumo. “Independentemente do modelo, é preciso pensar de forma inovadora e digital. Os avanços das tecnologias e plataformas trazem a necessidade de que tudo esteja conectado e online, e a Cloud Computing é a maneira ideal para ingressar”, explica o líder de vendas em Cloud para Mid Market, Thiago Viola.

Para a Oracle, em primeiro lugar, é preciso entender como a computação em nuvem pode agregar valor aos negócios. Deve-se analisar em detalhes quais os principais benefícios na adoção da tecnologia e, principalmente, o momento atual da empresa. “Certamente o cenário nos indica que as companhias precisam ser mais competitivas, ágeis e revisar seus custos, tema que é sempre constante”, diz vice-presidente de Tecnologia da Oracle para a América Latina, Fernando Lemos.

Para o executivo da Oracle, os líderes das áreas de negócios, com apoio de TI, têm buscado aplicativos modernos e cada vez mais personalizados. “O maior motivo, que deve ser considerado, é a Era Digital. Os negócios atualmente precisam ser em tempo real. Os clientes contam com um poder maior na hora da decisão de compra”, acrescenta Lemos. A Oracle também explica que o Cloud Computing traz esta agilidade, bem como processos integrados e análises, fatores primordiais e vitais. “Por isso, Cloud Computing se aplica definitivamente a maioria das empresas, de diversos portes e segmentos”, ressalta o vice-presidente da Oracle.

A Microsoft acredita que o conceito de Cloud Computing é bastante amplo e está diretamente ligado à ideia de acessar e utilizar (de qualquer lugar, dispositivo ou sistema) recursos computacionais com a mesma facilidade de tê-los instalados em computadores locais. O diretor da divisão de servidores e plataformas da Microsoft, cutivo da Microsoft. Para ele, assim os gestores deixam de se preocupar com Capex, investimento em ativos fixos, ciclo de renovação de hardware, depreciação, capacidade ociosa, custos com espaço físico, ar condicionado, energia elétrica e passam a consumir Opex, um serviço que será cobrado apenas pelos recursos computacionais que realmente estão em uso.

Sob medida A Oracle explica que, em linhas gerais, os aplicativos disponíveis na nuvem são compartilhados sob medida, de forma altamente segura, usando recursos da web. O sistema ainda possibilita definir quais os usu- ários e áreas de negócios que terão status de acesso, privilegiando as informações críticas ao andamento dos negócios. “Além disso, vale destacar que existem as seguintes modalidades de Cloud Computing disponíveis que podem ser adotadas de acordo com a estratégia de cada empresa. São elas: SaaS (aplicativos); PaaS (plataforma); IaaS (Infraestrutura) e DaaS (dados)”, aponta o vice- -presidente da Oracle.

As empresas de pequeno porte também estão no radar do Cloud Computing. “Hoje em dia, a grande realidade de muitas startups e empresas de pequeno porte é justamente não terem mais a preocupação de compra de recursos computacionais ou tecnologias, e sim fazerem o consumo diretamente na nuvem” diz Thiago Viola, da IBM. Ele ressalta ainda que Cloud Computing traz agilidade, flexibilidade e, principalmente, custo baixo e previsível, o que é essencial para empresas que precisam crescer de forma acelerada e digital.

Uma das questões vitais para o gestor é a segurança do Cloud Computing. As empresas são unâ- nimes em responder que não há motivos para preocupação. A Oracle, por exemplo, utiliza monitora- ção constante para evitar ataques que possam gerar indisponibilidade dos seus datacenters e mantém assessments constantes para testes de vulnerabilidade.

“Hoje as áreas de TI continuam preocupadas com questões de conformidade corporativa, bem como a gestão de infraestruturas de TI que está cada vez mais complicada pela virtualização, crescimento explosivo nos dados e gestão em constante crescimento e transformação, além de terminais espalhados dentro e fora da rede corporativa. Neste contexto, o modelo que talvez faça mais sentido é a adoção de nuvem”, afirma Fernando Lemos, da Oracle.

O vice-presidente da Stefanini, Braulio Lalau de Carvalho, conta que a segurança em Cloud foi um assunto muito debatido nos últimos anos e hoje esse tema já está superado. Segundo ele, os grandes provedores de Cloud Computing possuem mais recursos e certifica- ções de segurança do que normalmente as empresas têm em suas instalações internas, salve alguns segmentos como o Financeiro. “Mas uma evidência de que a Cloud já superou este tema de segurança é que muitas instituições financeiras já vêm migrando para Cloud, nos últimos anos”, diz Carvalho.

O executivo da Stefanini explica que o tema de maior atenção sobre a Cloud não está na segurança, mas na privacidade dos dados, e principalmente, onde estes dados estão armazenados. “No Brasil, por exemplo, nós precisamos atender o Marco Civil. O que, em linhas gerais, nos obrigada a ter os dados em Cloud armazenados em servidores dentro das fronteiras do Brasil, independentemente se há cópias desses dados em servidores de outros países”, diz ele.

A Microsoft afirma que as empresas de pequeno porte geralmente são o maior alvo de hackers e somam prejuízos por conta de fraudes e roubos online. “No entanto, por oferecer para a pequena empresa a mesma tecnologia que oferece a uma multinacional, a Microsoft consegue proteger as empresas do segmento PME com todos os recursos de segurança que possui”, diz André Echeverria, diretor da divisão de servidores e plataformas da Microsoft.

A internet caiu. E agora? Uma questão recorrente dos interessados na computação em nuvem é o que acontecerá se a internet cair. A Microsoft responde que, caso a internet falhe, a empresa pode perder conexão com seus ambientes temporariamente, em uma localidade específica. “Entretanto, é importante lembrar que a estrutura de um datacenter de Cloud Computing conta com redundância e replicação para manter a continuidade da operação, permitindo que se estabeleça conexão a partir de qualquer outro local ou dispositivo. Por exemplo: se o serviço de internet cai no escritório, funcionários trabalhando em home-office ou acessando através do celular seguem com acesso aos ambientes corporativos normalmente”, diz diretor da divisão de servidores e plataformas da Microsoft.

A IBM aponta que, para a utilização de Cloud, um pré-requisito é internet e não há por onde escapar. A recomendação é sempre se certificar e possuir maneiras redundantes de internet através de link diretos ou VPN.

Já a Oracle conta com sistemas com altos padrões internacionais de segurança e com planos de redundância, a fim de manter o cliente utilizando os aplicativos sem prejudicar sua operação O preço é um fator que merece atenção para todos os gestores.

Thiago Viola, da IBM, afirma que um dos grandes segredos do funcionamento de Cloud Computing é justamente a facilidade no pagamento, por exemplo, de uma Cloud Pública (IaaS, PaaS ou SaaS).

A Microsoft explica que possui um modelo onde é possível implantar infraestruturas e serviços para todas as necessidades de negócios. “Não existem custos antecipados, multas de rescisão e o empresário paga apenas pelo que usar, com preços acessíveis”, explica André Echeverria, diretor da divisão de servidores e plataformas da Microsoft.

A Oracle avisa que a maioria de suas ofertas está disponível no site da empresa, com detalhes de pagamento, que pode ser feito diretamente pela internet.

A Stefanini afirma que trabalha com um modelo chamado de Smart Pay, onde o cliente paga por aquilo que usa, sem obrigatoriedade de baseline, e quando precisa aumentar ou diminuir o poder computacional da Cloud, ele o faz com uns poucos cliques. “Aí está a elasticidade alcan- çada pela Cloud Computing”, afirma o vice-presidente da Stefanini.

Outro receio comum entre os gestores é como adaptar o Cloud Computing à sua empresa. “Pense que usar Cloud como diferencial competitivo empresarial é algo que irá se tornar cada vez mais frequente”, diz o executivo da IBM. E completa: “Assim, sairá na frente quem buscar a inovação e compreender os benefícios técnicos e financeiros que este poderá trazer”, diz ele.

O vice-presidente da Stefanini esclarece que o Cloud Computing tem várias aplicabilidades e funciona como um catalisador da inovação. Normalmente são as áreas de negócios de uma organização que mais adquirem soluções em Cloud Computing, pois são elas as mais pressionadas para reduzir seu time-to-market e não conseguem esperar pela disponibilidade da TI interna, como acontecia antes. “Áreas como marketing e vendas, por exemplo, são as que mais buscam soluções na nuvem, principalmente para melhorar seu CRM, força de vendas, campanhas de marketing, análise de tendências, comportamento de consumidores e até mesmo ERPs mais leves”, diz o executivo.

Decisão

Ao optar pelo Cloud Computing, surge outra questão fundamental: o gestor deve ou não migrar todas as suas aplicações para a nuvem? As empresas acreditam que a decisão deve ser cuidadosa.

O executivo da IBM diz que um dos modelos mais aderentes é a Nuvem Híbrida, justamente por se tratar de uma característica onde a empresa poderá combinar modelos como público e privado. “Não são todas as aplicações que estão prontas ou moduladas para serem aceitas em Cloud e, por esse motivo, uma avaliação e planejamento prévios são necessários”, explica Thiago Viola, da IBM.

Para a Oracle, em breve, todas as aplicações das empresas funcionarão na nuvem. “É um caminho sem volta, porém, segundo estudos de analistas de mercado, esse movimento será gradual e poderá durar de cinco a dez anos até a migração total dos seus ambientes para a nuvem”, explica Fernando Lemos.

O vice-presidente da Oracle faz questão de explicar que o formato da migração não é uma receita de bolo. Ele acrescenta ainda que: “uma forma interessante que muitas empresas têm usado para experimentar a nuvem, são os projetos especiais. Elas optam por levar um tipo de carga de trabalho para a nuvem, testando o funcionamento e resultados”.

Os responsáveis pela gestão das empresas também precisam saber qual a modalidade de nuvem ideal para o seu negócio e as respostas convergem em um ponto: é preciso atenção para necessidades específicas. Para a Microsoft, cada empresa tem suas características particulares, tamanho, complexidade, indústria, desafios (técnicas ou de negócio). “Não existe uma recomendação única sobre qual modalidade de nuvem deve ser adotada, o importante é ter em mente quais objetivos a empresa busca atingir ou quais dores ela pretende resolver para escolher uma plataforma que seja flexível, aberta e completa que atenda perfeitamente estas demandas”, explica André Echeverria, da Microsoft.

Já a IBM aponta que o amadurecimento das companhias e muitos estudos demonstram que o modelo de Cloud Híbrida será o que melhor se aplicará às empresas. “A característica de poder criar e inovar através de uma Cloud pú- blica e combinar com seu ambiente legado por meio de uma Cloud privada, parece ser um ambiente prático e aderente para a grande maioria”, diz Viola.

Hoje, a base instalada de computadores em uso por consumidores e empresas, segundo a FGV, é de 155 milhões de máquinas. Até o final do ano, a instituição espera que esse montante chegue a 166 milhões, levando o Brasil a ter quatro PCs para cada cinco habitantes. Caso as previsões atuais sejam mantidas, esse valor chegará a 210 milhões entre 2019 e 2020, levando a uma taxa média de um computador por habitante brasileiro. Segundo o especialista em TI, Eduardo D' Elboux Jr , não é mais possível que os gestores deixem de considerar a computação em nuvem como uma possibilidade concreta para seus negócios.


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