O enigma da redução de custos


Muitas empresas optam por cortes desalinhados, o que, na maioria dos casos, pode deixá-las em uma situação muito pior. Muitas estão cortando a folha de pagamento, cortando a propaganda, cortando treinamento e cortando as iniciativas estratégicas. Mas o que você deve fazer? Seguir essa onda e também cortar, cortar, cortar? Não, na verdade, você não deve, pois isso não é uma estratégia que leva ao sucesso. Em todos os aspectos, cortar sem entender onde estão os lucros reais de sua empresa resulta, na melhor das hipóteses, em um desempenho medíocre e na pior das hipóteses, deixa a sua empresa totalmente aberta ao fracasso.

Modelo de sucesso

Vamos refletir um pouco e estabelecer um pequeno fundamento. Em primeiro lugar, o sucesso de uma empresa começa tendo-se todos na empresa alinhados com um modelo de sucesso claro e eficaz que consiste em visão, missão, requisitos do sucesso, princípios- -guia e medidas de sucesso. Em seguida, quando a empresa estiver alinhada com o seu modelo de sucesso, passe para o chamado de “7 passos”:

1. plano estratégico

2. plano de ação

3. orçamento

4. mitigação dos riscos

5. planos de contingência

6. execução

7. responsabilidade.

A visão precede a estratégia, a estratégia precede a ação. Cortar é uma ação e não uma visão ou estratégia, portanto, deve ser evitada exceto se for coerente com a visão e a estratégia.

Corte vs. Redução

No contexto econômico atual, a diferença entre os dois enfoques é zero na maioria das empresas. Hoje cortar e reduzir custos são considerados a mesma coisa. Isto é um desastre já que o primeiro, se feito de forma geral sem mais definição, não resultará em maior sucesso organizacional. Ao contrário, levará à estagnação e a lucros declinantes. Sim, a redução de custos fortuita, de forma geral, uniforme e indiscriminada produzirá o resultado não-premeditado de menos lucros e nada mais. Entretanto, em uma empresa alinhada com seu modelo de sucesso e seguindo os 7 passos, a diferença entre os dois é enorme. Nestas empresas visionárias e estratégicas, os custos são divididos em três categorias:

1. Custos de capital e operacionais: despesas tradicionais permanentes.

2. Custos de talento: despesas para os recursos-chave necessários para a redução de custos e aumento dos lucros.

3. Custos estratégicos: despesas para as iniciativas estratégicas de aumentos dos lucros.

A primeira é amplamente aberta para a redução de custos e deve ser sempre perseguida, mesmo durante os tempos difíceis. A segunda categoria deve ser analisada com cuidado. Algumas empresas cortam tão profundamente na categoria 1 que as pessoas que sobram não têm a capacidade de promover as reduções de custos. Elas são tão enxutas que não conseguem reduções de custos de um milhão de reais, pois não têm o funcionário de R$100.000/ano necessário para fazer as reduções. É preciso talento para a redução de custos e sem ele, é possível cortar, cortar, cortar, porém seus custos não caem, só sobem. As despesas da categoria 3 devem ser segregadas e protegidas. A redução de custos da categoria 3 é “burra”. É mais importante do que nunca buscar estratégias que resultem em vantagem competitiva de longo prazo.

Com o foco correto na redução de custos da categoria 1, você gerará lucros suficientes, mesmo neste mercado terrível, permitindo-lhe manter as suas despesas da categoria 2 e 3. Isto posicionará a sua empresa para um sucesso maior depois que a economia melhorar. Por isso, sim os tempos são difíceis, porém ganhe vantagem competitiva focando: na segregação das despesas das categorias 1, 2 e 3, na busca agressiva e inteligente da redução de custos da categoria 1 e na proteção e busca das despesas da categoria 2 e 3. Não entre em pânico em tempos muito difíceis, prudência e não entrar em pânico são as principais medidas a se tomar. Sim, é preciso ter certeza que as nossas despesas da categoria 2 e 3 estejam alinhadas com a nossa visão. E, sabendo como chegar lá, é prudente proteger o talento e os planos estratégicos. Mas, acima de tudo, é preciso buscar a categoria 1 com agressividade e inteligência. Existem muitas empresas que reduzem o custo de determinados elementos da cadeia de suprimentos e, no entanto, não aumentam os lucros. Considere estes exemplos da vida real: uma empresa elimina todas as horas extras de seus centros de distribuição e o resultado é a perda de clientes; uma empresa reduz os custos de transporte em seu centro de distribuição recebendo o produto despaletizado, porém o custo da paletização após o recebimento no centro de distribuição é maior. Ou uma empresa muda a produção para um local fora do país para reduzir o preço de aquisição, porém o resultado é um aumento no custo total das entregas. Esses são apenas alguns cenários de como as empresas podem perder oportunidades de aumentar os lucros por não tomar decisões de redução de custos “inteligentes”.

Redução holística

Para capturar as oportunidades imediatas de redução de custos, adote uma visão holística de sua cadeia de suprimentos e foque em comprar-fabricar-estocar-vender- -transportar. O mercado atual é repleto de pessoas que querem ajudar a reduzir os seus custos da categoria 1 (capital e operacional) de maneira fragmentada. Os custos do transporte, custos de compras, custos alfandegários, custos de manutenção do inventário e os custos do centro de distribuição são despesas importantíssimas que nestes tempos difíceis precisam ser reduzidas e você deve fazer de maneira agressiva e inteligente. Agora você sabe a resposta ao enigma da Redução de Custos da Cadeia de Suprimentos. Não se trata de corte, corte, corte de forma fragmentada. A resposta ao enigma é um enfoque integrado e holístico que aumente os lucros e coloque a sua empresa em uma posição competitiva mais sólida.

Visão holística

Comprar: consiga fornecimento de forma estratégica para encontrar os parceiros certos. Reduza o custo dos materiais e de transações.

Fabricar: mantenha uma manufatura enxuta, aumente o ganho das operações e melhore a produtividade da mão de obra.

Estocar: alavanque as melhores práticas para eliminar a mão de obra improdutiva, reduza o uso e as perdas de materiais e os custos de energia, melhore a utilização do espaço e reduza a estocagem fora das instalações.

Vender: reduza os dias de abastecimento, minimize o inventário improdutivo e melhore as faltas de estoque e as taxas de atendimento dos pedidos.

Transportar: descubra os custos ocultos nas práticas de transporte, use ferramentas analíticas para encolher os geradores de custos e melhores práticas para planejar, suprir e gerenciar o frete.


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